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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Lágrimas



A noite já estava escura.
Ele se retirou lentamente, andando ao acaso.
Estava cheio de tédio.
Seu coração ainda fatigado pelo fogo de uma idade inútil estava murcho e ressecado, como se vivesse no esgotamento.
Passou em frente a um bar e ali permaneceu.
Os minutos passavam, mas mais pareciam horas, e os dias não existiam mais.
Pediu uma cachaça.
Cheirou a aguardente como quem cheira uma rosa, e percebeu o que precisava.
Lágrimas.
Mas ele só conseguia gemer.

Daniela Machado

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